As autoridades investigam dois casos que mobilizam a segurança pública e geram forte comoção social no estado. O desaparecimento do jovem Matheus Ferreira da Rocha, de 22 anos, e do bebê José Arthur, ocorrido em regiões diferentes do Pará, segue sem solução e mantém familiares em busca de respostas. Os dois episódios ocorreram em datas distintas, mas têm em comum a mobilização de equipes policiais, denúncias anônimas e uma investigação que ainda tenta esclarecer o que aconteceu.
No primeiro caso, o desaparecimento de Matheus Ferreira da Rocha ocorreu na noite de quarta-feira, 22 de abril de 2026, na Região Metropolitana de Belém. O jovem saiu para trabalhar como motociclista de aplicativo e manteve contato com a família durante a noite. Em mensagem enviada à mãe, ele informou que estava aguardando a chuva passar em um condomínio localizado na rodovia Mário Covas, em Ananindeua.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem estava sobre a motocicleta por volta de 20h35. Ele conversava com outros motociclistas que também se protegiam da chuva. Cerca de 15 minutos depois, às 20h50, ele deixou o local sozinho. Esse foi o último registro visual do rapaz antes do desaparecimento.
A família estranhou a ausência de notícias após a meia-noite, horário em que o jovem costumava encerrar o trabalho e retornar para casa. No dia seguinte, quinta-feira, 23 de abril de 2026, parentes iniciaram buscas por conta própria. Ainda nesse mesmo dia, a motocicleta de Matheus foi encontrada abandonada na rua Santa Clara, no bairro Parque Verde, em Ananindeua.

O veículo estava sem a bateria e sem o suporte de celular utilizado pelo motociclista durante as corridas por aplicativo. Moradores informaram que viram dois homens abandonando a moto e deixando o local em outro veículo. Esse relato passou a ser considerado um dos principais elementos investigativos.
Desde então, a família recebeu diversas informações e denúncias, incluindo relatos sobre a possível localização de um corpo em uma área do bairro 40 Horas. A polícia realizou diligências no local na noite de domingo, 26 de abril de 2026, mas não encontrou vestígios que confirmassem a informação.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, vinculada à Divisão de Homicídios. A polícia informou que investiga todas as hipóteses, incluindo crime, desaparecimento forçado e roubo de veículo. Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente identificado.
Bebê José Arthur: um mês sem respostas
Enquanto isso, outro desaparecimento segue sob investigação em uma região distante da capital. O bebê José Arthur desapareceu no dia 26 de março de 2026, em uma casa localizada na Vila Peruana, zona rural do município de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará. O menino vivia com a família em uma residência simples às margens da rodovia BR-155.

Desde o início das investigações, a polícia realizou uma operação considerada de grande porte. Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Marinha participaram das buscas. As equipes utilizaram drones, cães farejadores, mergulhadores e equipamentos sonar para vasculhar áreas de mata, rios e terrenos próximos à residência da família.
Durante as diligências, investigadores apreenderam celulares de pessoas que frequentavam a casa onde o bebê desapareceu. Os aparelhos passaram por perícia técnica e foram devolvidos aos proprietários na última semana. O resultado da análise dos dados ainda é aguardado pelas autoridades.

Dois suspeitos foram presos
Além disso, dois homens identificados como frequentadores da residência permanecem presos preventivamente. Eles foram ouvidos pela polícia e tiveram os nomes incluídos no inquérito. A investigação segue em sigilo, e o Ministério Público acompanha o andamento do caso.
As buscas presenciais pelo bebê foram encerradas após semanas de varreduras em um raio de aproximadamente cinco quilômetros. No entanto, a investigação continua ativa. A polícia mantém a coleta de depoimentos, análise de provas e verificação de denúncias anônimas.
Familiares afirmam que a espera por respostas tem sido marcada por ansiedade e sofrimento. A mãe do bebê, Geiciara Souza Gonçalves, relatou que o maior desejo é receber uma ligação informando que a criança foi encontrada com vida.
Como ajudar a polícia?
A polícia reforça que qualquer informação pode ser fundamental para localizar as vítimas ou esclarecer os fatos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, pelo telefone 181, canal que garante sigilo ao denunciante. As investigações continuam e novas diligências podem ser realizadas a qualquer momento.


