A cidade de Juruti, no oeste do Pará, vive dias de revolta e comoção após um crime considerado de extrema violência. Um homem identificado como Cledson Reina Guimarães assassinou na segunda-feira, 27, a própria mãe, a professora Lana Angélica Sousa Guimarães, de 66 anos, dentro da residência da vítima, localizada na rua da Saudade, próximo ao Porto de Juruti.
As informações são do repórter J R Avelar. O caso mobilizou rapidamente a Polícia Civil do Pará e gerou forte repercussão entre moradores.
Segundo as primeiras informações, a equipe da Delegacia de Polícia Civil de Juruti, subordinada à Diretoria de Polícia do Interior e à Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, tomou conhecimento do crime por volta das 21h daquela data. De imediato, os investigadores foram até o local, isolaram a área e iniciaram os procedimentos periciais.
Os agentes constataram que a vítima apresentava pelo menos doze perfurações na região do tórax provocadas por arma branca, além de um hematoma na cabeça, possivelmente causado por uma paulada.
Durante as diligências, os policiais apreenderam a faca utilizada no crime e também o aparelho celular da vítima, que passou por análise. Além disso, a equipe requisitou imagens de câmeras de segurança de residências próximas ao local, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do homicídio. Em seguida, os investigadores passaram a ouvir testemunhas diretas e indiretas, enquanto buscavam entender a motivação e as circunstâncias do assassinato.

Acusado pediu dinheiro à mãe antes de matá-la
Com o avanço das investigações, a polícia reuniu elementos que apontaram o próprio filho da vítima como principal suspeito. O corpo da professora foi liberado para velório e sepultamento, porém, durante a cerimônia fúnebre, os policiais realizaram a prisão de Cledson Reina Guimarães, que foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado.
De acordo com relatos levantados durante a apuração, o suspeito teria solicitado à mãe uma quantia elevada em dinheiro para quitar dívidas relacionadas a uma atividade ilícita. No entanto, após a negativa da vítima, ele teria cometido o assassinato. A brutalidade do crime e o fato de o suspeito ter participado do velório antes de ser preso ampliaram a indignação da população local.
O superintendente regional do Baixo e Médio Amazonas, delegado Jardel, informou que determinou o envio de uma equipe do Núcleo de Apoio à Investigação e da Delegacia de Homicídios de Santarém, composta por dois delegados, para reforçar o acompanhamento do caso. Enquanto isso, a Polícia Militar permaneceu de prontidão, pois dezenas de moradores se concentraram em frente à delegacia durante toda a noite, acompanhando o trabalho das autoridades e demonstrando revolta diante do crime.


