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7 de maio de 2026
em Policial
Reading Time: 4 mins read
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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) obteve a pronúncia do policial militar acusado de matar a namorada, a estudante de nutrição Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, em um caso de feminicídio ocorrido em março de 2025, em Belém. Com a decisão da Justiça, o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Além disso, a prisão preventiva do acusado também foi mantida.

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O caso foi acompanhado pela 1ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belém. Esta promotoria é conduzida pela promotora de Justiça Darlene Rodrigues Moreira. Houve atuação integrada com a Polícia Civil durante toda a investigação. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha o caso.

Segundo a denúncia apresentada pelo MPPA, o crime aconteceu dentro do veículo do acusado, em via pública, após um desentendimento entre o casal. Bruna foi atingida com um tiro na cabeça e chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Controlador e ciumento: quem é o acusado

As investigações apontaram que o relacionamento era marcado por comportamento controlador, ciúmes excessivos e isolamento social imposto à vítima. Testemunhas ouvidas durante a instrução relataram mudanças no comportamento de Bruna ao longo da relação, além de episódios de controle emocional.

Para esclarecer a dinâmica do crime, foram realizadas diversas perícias técnicas consideradas fundamentais pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Entre os exames produzidos estão laudo necroscópico, exame balístico, levantamento do local do crime, perícia genética na arma de fogo e reprodução simulada dos fatos. Parte das diligências foi acompanhada diretamente pelo promotor de Justiça Danyllo Maués Pompeu Colares

Bruna Meireles Corrêa, de 31 anos, morre após ser baleada na cabeça em Belém. Polícia Civil investiga duas versões para o crime.
Policial militar é acusado de feminicídio e enfrentará júri popular após decisão da Justiça

Os laudos concluíram que o disparo ocorreu a curta distância e descartaram qualquer hipótese de falha mecânica da arma utilizada. A perícia genética também identificou material biológico masculino em partes essenciais do armamento, reforçando a ligação direta do acusado com o disparo.

A reprodução simulada teve papel decisivo na investigação. De acordo com os peritos, a versão apresentada pelo policial militar era incompatível com os vestígios encontrados no veículo. Também não era compatível com a trajetória do projétil e com os ferimentos identificados na vítima. O estudo técnico concluiu que o disparo foi efetuado pelo acusado.

Outro elemento importante da investigação foi a análise pericial dos aparelhos celulares. Mesmo após a exclusão de mensagens, os investigadores conseguiram recuperar conversas consideradas relevantes para contextualizar a relação entre o casal. Além disso, foram identificados indícios de violência de gênero.

Ao analisar o processo, a Justiça reconheceu a existência de materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, determinando que o caso seja levado ao Tribunal do Júri. A decisão representa mais um desdobramento de um crime que gerou forte repercussão em Belém. Além disso, reacendeu o debate sobre feminicídio e violência contra a mulher no Pará.

Quem era a vítima

Caso Bruna Meireles: acusado de feminicídio será julgado pelo Tribunal do Júri

Bruna Meireles era estudante de Nutrição na Universidade da Amazônia (Unama) e residia em Belém há 10 anos. Natural de Colares, cidade localizada no nordeste do estado, ela morava com o pai e, na capital, vivia na casa de seu padrinho. Ela mantinha um relacionamento com o suspeito há cerca de um ano. Segundo relatos de familiares e amigos da vítima, ela estava sendo oprimida nesse relacionamento, a ponto de ter abandonado suas contas nas redes sociais para atender aos pedidos do acusado, isolando-se até de seus familiares.

FONTE: Diario do Pará

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