
O caso do desaparecimento de Matheus Ferreira Rocha, de 22 anos, ganhou um desdobramento decisivo neste domingo, 3 de maio, no fim da tarde, após uma operação do BOPE localizar um corpo em cova rasa em área de mata no bairro 40 Horas, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A suspeita é de que o corpo seja do jovem desaparecido há 11 dias.
A ação ocorreu após levantamentos do Centro de Inteligência da PMPA, em conjunto com a Agência de Inteligência do BOPE. Com isso, equipes do GPAR/BOPE aplicaram técnicas de rastreamento em área de mata e chegaram ao local. Além disso, a operação contou com apoio do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Científica, que agora atuam na perícia.
O caso mobiliza familiares e autoridades desde o desaparecimento do jovem, que trabalhava como motociclista de aplicativo. Desde então, buscas intensas ocorrem em regiões de mata, principalmente no bairro 40 Horas. Uma equipe da RBATV está no local acompanhando os trabalhos. A reportagem pediu informações para a Polícia Militar e Polícia Científica e aguarda retorno, portanto esta matéria está em atualização.
Linha do tempo do caso
- 22 de abril – Matheus Ferreira Rocha desaparece após sair para trabalhar como moto Uber. O último contato com a família ocorre enquanto ele aguardava a chuva em um condomínio na rodovia Mário Covas.
- Após 22 de abril – O jovem segue para uma corrida e não retorna mais. A família inicia buscas e divulga apelos nas redes sociais.
- Dias seguintes – A motocicleta de Matheus é encontrada abandonada entre os bairros Parque Verde e áreas próximas, sem alguns itens, o que levanta suspeita de crime.
- 2 de maio, sábado – Durante buscas em área de mata no conjunto Ariri, no bairro 40 Horas, equipes encontram um tênis dentro de um rio. A mãe reconhece o objeto como sendo do filho.
- 3 de maio, domingo, fim da tarde – Após trabalho de inteligência, o BOPE localiza um corpo em cova rasa na mesma região. A suspeita é de que seja o jovem desaparecido.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando o caso e trabalha com diferentes linhas de apuração. A confirmação da identidade do corpo depende de exames da Polícia Científica.
A família, por sua vez, mantém os apelos por justiça e respostas. “Só quero meu filho de volta”, disse a mãe em vídeos publicados nas redes sociais, que seguem mobilizando a população.


