O Pará registrou dois casos de mulheres resgatadas de situações de cárcere privado em menos de 24 horas, em ações realizadas pelas forças de segurança no último sábado (25), reforçando o alerta para a violência doméstica no estado. Os episódios ocorreram no arquipélago do Marajó e no município de Paragominas, no sudeste paraense, e resultaram na prisão dos suspeitos.
No primeiro caso, no Marajó, uma mulher foi resgatada na comunidade Ermon, no Furo do Macaco, após denúncia feita por um familiar. Segundo as autoridades, a vítima era mantida trancada pelo companheiro, sob ameaças com arma de fogo e constantes agressões físicas, sendo impedida de deixar o imóvel.

A operação foi conduzida por equipes da Base Fluvial Antônio Lemos, com apoio das polícias Militar e Civil. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima e confirmaram a situação de violência. O suspeito foi localizado nas proximidades da residência, apresentando sinais de embriaguez, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.
No mesmo dia, outra mulher foi resgatada em Paragominas com apoio do Centro Integrado de Operações (Ciop). Embora detalhes do segundo caso sejam mais restritos, as autoridades confirmaram que a vítima também era mantida sob restrição de liberdade e o suspeito acabou preso.

Casos de violência doméstica no Pará: ações e alertas
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ed-Lin Anselmo, destacou a importância das denúncias para o sucesso das operações. “Mais uma vez, damos uma resposta rápida a casos de violência contra a mulher, e não vamos parar. Incentivamos que as denúncias sejam feitas para que vidas sejam salvas”, afirmou.
Ferramentas de proteção e denúncia
O gestor também reforçou o uso de ferramentas de proteção às vítimas, como o programa SOS Mulher 190, que permite acionamento direto das forças de segurança com monitoramento em tempo real, além de iniciativas como a DEAM Virtual e a Patrulha Maria da Penha.


