A Polícia Civil de São Paulo investiga a trágica morte de Josélia Santos Oliveira, de 26 anos, que faleceu na última segunda-feira (20), após não resistir a graves queimaduras sofridas durante um ritual religioso. O incidente ocorreu no dia 17, em uma propriedade na zona rural de Araraquara, no interior paulista. Segundo o boletim de ocorrência registrado pelas autoridades, a fatalidade aconteceu no momento em que era realizada a “queima de pólvora”, uma prática comum em certas cerimônias. Durante o manuseio, o material inflamável teria caído, provocando uma explosão e um incêndio imediato que atingiu severamente o rosto e o tórax da jovem.
Investigação sobre morte em ritual religioso
O socorro inicial foi prestado em uma unidade de saúde em Américo Brasiliense, mas, devido à gravidade das lesões, Josélia foi transferida no dia seguinte para a Santa Casa de Araraquara. Apesar dos esforços das equipes médicas ao longo de três dias de internação, a jovem teve a morte confirmada no início desta semana.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi oficialmente registrado como morte suspeita. A investigação agora busca detalhar se houve falha na segurança do local ou se a manipulação do material seguiu protocolos que evitassem riscos aos participantes. Até o momento, nenhum nome de acusado foi formalmente indiciado, mas o organizador do ritual deve ser ouvido nos próximos dias para prestar esclarecimentos sobre a logística do evento.

Detalhes do incidente e procedimentos legais
O corpo de Josélia Oliveira foi transladado para Ribeirão Preto, cidade onde residia sua família. O velório e o sepultamento ocorreram na manhã desta terça-feira, 21 de abril, sob forte comoção de amigos e familiares.
Em nota oficial, a Funerária Terezinha de Jesus confirmou os detalhes da cerimônia fúnebre. A perda precoce da jovem gerou repercussão na região, levantando questionamentos sobre o uso de substâncias perigosas em áreas rurais sem o devido suporte de brigadas de incêndio ou equipamentos de primeiros socorros.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara aguarda os laudos da perícia técnica realizada no local do incidente para concluir o inquérito. Os peritos analisaram os resíduos da pólvora utilizada e as condições do ambiente para determinar o que causou a queda do material e a propagação acelerada do fogo.
“Estamos tratando o caso com a cautela necessária, ouvindo testemunhas e aguardando a perícia para entender se houve uma fatalidade ou negligência“, resumiu o porta-voz da SSP em comunicado à imprensa.


