No último domingo, 1º de março, o município de Igarapé-Miri viveu um dos momentos mais aguardados do ano: a tradicional Abertura da Pesca do Mapará 2026. O evento reuniu pescadores, comunidades ribeirinhas e moradores para celebrar o início de mais um período de trabalho e fartura nos rios da região.
Um dos maiores bloqueios (borqueios) do Baixo Tocantins foi registrado no Rio Pindobal Grande, de Igarapé-Miri, em frente à Escola São José, consolidando-se como um dos pontos de maior concentração de pescado neste início de safra. A cena reforça a importância histórica e econômica do mapará para o município.
Preservação durante o defeso
O resultado positivo da abertura é reflexo direto do trabalho de preservação realizado durante o período do defeso. Ao longo dos meses de proibição da pesca, houve intenso acompanhamento e orientação para garantir a reprodução da espécie e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros.
A atuação integrada entre poder público e pescadores foi fundamental para assegurar que o mapará chegasse a este momento em quantidade significativa, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.
Trabalho das comunidades ribeirinhas e da Colônia Z-15
As comunidades ribeirinhas desempenham papel essencial na preservação ambiental e na organização da atividade pesqueira. O respeito ao período do defeso demonstra o compromisso coletivo com o futuro da pesca no município.
A Colônia de Pescadores Z-15 também teve atuação decisiva, promovendo diálogo, conscientização e organização da categoria. A entidade reforçou junto aos associados a importância do cumprimento das normas ambientais e da pesca responsável.
Atuação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente intensificou as ações de fiscalização e orientação durante o defeso, garantindo que as regras fossem respeitadas e que o ciclo natural do mapará fosse preservado. O trabalho preventivo contribuiu para que a abertura da pesca ocorresse de forma organizada e dentro da legalidade.
A Abertura da Pesca do Mapará reafirma a força da tradição pesqueira de Igarapé-Miri, fortalece a economia local e demonstra que desenvolvimento e preservação ambiental podem caminhar juntos quando há união entre poder público e comunidade.
Texto: Robson Fortes – ASCOM







