Polícia Civil do Pará deflagrou, entre os dias 22 e 23 de abril, a operação “Malamém”, com ações simultâneas nos estados do Pará, Ceará e Rio de Janeiro para desarticular um grupo criminoso suspeito de atuação estruturada e movimentação financeira ilícita. A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e teve como foco o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, além de ordens judiciais de busca e apreensão e de sequestro de bens e valores.
Durante o cumprimento das diligências, dois investigados foram presos preventivamente, enquanto outros dois foram alvos de mandados de busca domiciliar. No curso da operação, os agentes apreenderam aparelhos celulares, dois veículos e uma motocicleta, além de efetivarem o bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 5 milhões, valor apontado como possível produto de atividades criminosas.
As investigações apontam para a prática de crimes como participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, indicando a existência de uma rede com divisão de funções, incluindo operadores financeiros responsáveis por ocultar e dissimular recursos ilícitos. A ação contou com o apoio de forças especializadas de outros estados, como a Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas da Polícia Civil do Ceará (Draco/PC-CE) e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro (DCOC-LD/PC-RJ), além de unidades internas como o Grupo de Trabalho de Facções e o Núcleo de Recuperação de Ativos.
A operação
A operação “Malamém” integra o cronograma da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência. A rede promove a atuação integrada das Polícias Civis em todo o país, com foco no enfrentamento qualificado às estruturas do crime organizado.
Após os procedimentos legais, os investigados permanecem à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações seguem em andamento para aprofundar a identificação de outros possíveis envolvidos e o rastreamento de ativos vinculados ao grupo.


