A investigação sobre o caso Maysa Caroline Leão de Souza, jovem de 25 anos, ganhou novos desdobramentos após a prisão de suspeitos e a morte de um dos envolvidos durante uma ação policial. Segundo a Polícia Civil, as equipes já reuniram informações suficientes para afirmar que mais de 90% do crime de homicídio está esclarecido. No entanto, autoridades ainda trabalham para concluir a dinâmica completa do assassinato. As informações são do repórter J R Avelar.
O crime ocorreu esta semana no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, e causou grande repercussão na Região Metropolitana de Belém. Investigadores apontam que a jovem foi executada por integrantes do chamado “tribunal do crime”, prática associada a organizações criminosas que aplicam punições violentas contra pessoas consideradas infratoras por grupos ilegais.
Na noite de sexta-feira, 17 de abril, equipes da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas, a Rotam, receberam uma denúncia anônima informando a localização de um suspeito identificado como Kleyton Salim da Silva Silveira, apontado como participante direto na morte de Maysa Caroline. A informação levou os policiais até um imóvel localizado na rua do Campo, no bairro São Raimundo, no distrito de Caraparu, em Santa Izabel do Pará.

Devido ao histórico de periculosidade do alvo, os policiais decidiram realizar uma aproximação estratégica e silenciosa. No entanto, ao perceber a presença da equipe, o suspeito tentou fugir para dentro da residência. Em seguida, ele efetuou um disparo contra os agentes que faziam o cerco na parte traseira do imóvel. Diante da agressão armada, os policiais reagiram imediatamente para conter o ataque e garantir a própria segurança.
Durante a tentativa de retorno ao interior da casa, o suspeito voltou a apontar a arma de fogo contra os policiais. Nesse momento, os agentes realizaram novos disparos com o objetivo de cessar a ameaça letal. O homem foi atingido e caiu no local.
Os policiais prestaram socorro imediato e encaminharam o suspeito ao hospital mais próximo em Santa Izabel do Pará. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde.
Prisão de suspeitos e desdobramentos
Enquanto isso, as investigações avançaram em outras frentes. No sábado, 18 de abril, durante a tarde, equipes da Polícia Militar prenderam Maria Eduarda da Cruz dos Santos, conhecida como “Duda”, na travessa Alferes Costa, no bairro da Pedreira, em Belém.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher é apontada como uma peça fundamental no crime. Os investigadores afirmam que ela teria atraído a vítima até o local onde ocorreu a execução. Segundo o depoimento do ex-marido de Maysa Caroline, foi “Duda” quem convenceu a jovem a entrar em um veículo, que posteriormente a levou ao ponto onde ela foi assassinada.
Além disso, outra prisão ocorreu no município de Bragança, ainda durante as primeiras diligências. Um homem identificado como Davi foi detido após afirmar que presenciou o momento em que a vítima foi levada pelos criminosos. O depoimento dele reforçou a linha de investigação que aponta para uma ação organizada e premeditada.
Investigação em andamento e próximos passos
Apesar dos avanços, a polícia continua apurando detalhes importantes, principalmente a motivação do crime, a participação de outros envolvidos e a possível ligação com facções criminosas. A prioridade das autoridades agora é concluir o inquérito policial e identificar todos os responsáveis pela execução da jovem.

O que se sabe sobre o caso
A vítima foi identificada como Maysa Caroline Leão de Souza, de 25 anos. O crime ocorreu em Ananindeua e foi atribuído ao chamado “tribunal do crime”. Durante as investigações, um suspeito morreu após confronto com a polícia em Santa Izabel do Pará. Uma amiga da vítima foi presa e é apontada como responsável por atrair a jovem ao local do crime. Outro homem também foi preso após afirmar que presenciou o sequestro da vítima. Segundo a polícia, mais de 90% do caso já está esclarecido.
O que ainda falta esclarecer
Apesar dos avanços nas investigações, alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos pelas autoridades. Entre eles, estão a motivação exata do assassinato, se a vítima chegou a ser julgada ou acusada por algum grupo criminoso, quantas pessoas participaram diretamente da execução, se há ligação formal com facção criminosa e quem ordenou a morte da jovem.


