
O principal suspeito de matar a produtora de eventos Juliana Guaraldi, de 39 anos, foi encontrado morto dois dias após o crime, em Goiânia (GO), no domingo, 12, depois que a Justiça decretou a prisão preventiva dele. A polícia investiga o caso como feminicídio e trabalha para esclarecer a sequência de fatos que terminou com a morte da vítima em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia, e, logo depois, com a morte do ex-companheiro dela.
Juliana foi encontrada morta dentro da própria casa no dia 10, com sinais de estrangulamento e em estado avançado de decomposição. A vítima estava desaparecida desde o dia 7 de abril, quando fez o último contato com familiares.
Investigação e suspeitas
A polícia então identificou como principal suspeito o ex-companheiro da vítima, Daniel Carlos Sobreira de Sousa, de 41 anos, conhecido como DJ Danka. Segundo familiares e testemunhas, o relacionamento entre os dois era marcado por conflitos e discussões frequentes. Inclusive, dias antes do crime, uma briga durante uma festa terminou em agressões e aumentou a preocupação de pessoas próximas ao casal.
Mesmo após o desaparecimento da produtora, o suspeito procurou uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência por roubo e agressão. Ao mesmo tempo, investigadores detectaram movimentações consideradas atípicas. Entre elas, o uso constante de aplicativos de mensagens e possíveis alterações no IMEI do celular no período em que o corpo foi localizado. Essas ações passaram a integrar o inquérito.
Pronunciamento e morte do suspeito
Na véspera de ser encontrado morto, Daniel publicou vídeos nas redes sociais afirmando que estava em Goiânia e negou participação no crime. “Eu não estava presente no fato do assassinato, estou sabendo até pelos sites. Eu não estava em Arraial D’Ajuda, já estava aqui em Goiânia, tenho comprovações que estava falando com a Juliana. Nós já estávamos separados”, declarou.
Logo depois, a Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito. Horas após a decisão, ele foi encontrado morto no domingo, 12 de abril. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio, mas ainda aguarda resultados de exames e perícias para confirmar as circunstâncias da morte. Enquanto isso, a investigação segue em andamento para esclarecer a motivação do crime e toda a dinâmica do caso.


