Marabá e Pará – Apontado como integrante de uma organização criminosa responsável por um dos ataques mais violentos do país, Pablo Henrique de Sousa Franco foi preso na última quarta-feira (8), em Marabá, sudeste do Pará, durante a terceira fase da Operação Pentágono. Pablo tem nanismo e faz sucesso nas redes sociais com esquetes de humor.
A ostentação exibida nas redes sociais, com festas em lanchas, uso de quadriciclos e consumo de bebidas de alto valor, contrasta com as acusações que pesam contra ele no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso.
Segundo a polícia, Pablo Henrique é investigado por participação no ataque à empresa de transporte de valores Brinks, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa (MT). Na ocasião, cerca de 20 criminosos fortemente armados invadiram a cidade, atacaram estruturas de segurança, fizeram moradores reféns e tentaram acessar o cofre da empresa, em uma ação considerada de extrema violência e com características de “domínio de cidades”.
As investigações apontam que o suspeito teria papel estratégico dentro da organização criminosa, atuando no planejamento logístico e na coordenação das ações, mesmo sem estar diretamente na linha de frente do ataque. Contra ele e outros investigados foram expedidos mandados de prisão preventiva por crimes como roubo majorado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Prisão e Operação Pentágono
A prisão ocorreu em um imóvel localizado no núcleo São Félix, em Marabá, após trabalho conjunto entre a Polícia Civil do Pará e equipes do Mato Grosso. A operação teve como objetivo cumprir 97 ordens judiciais, incluindo prisões, buscas e bloqueios de contas bancárias ligadas ao grupo criminoso.
Nas redes sociais, conteúdos associados ao investigado mostram uma rotina marcada por viagens, festas e consumo de itens de luxo, o que, segundo investigadores, pode estar relacionado à movimentação de recursos ilícitos. A ostentação passou a integrar as linhas de apuração, especialmente no rastreamento financeiro da organização.
Defesa nega envolvimento
Em nota, a família de Pablo Henrique de Sousa Franco negou envolvimento direto dele nas práticas criminosas e afirmou que ele teria sido induzido por terceiros a participar de transações financeiras sem conhecimento da origem ilegal dos valores. “Ele não tem envolvimento direto com práticas criminosas”, diz o comunicado divulgado após a prisão.


