
Execução sumária, ocultação de cadáver e julgamento clandestino: crimes atribuídos a um suposto “tribunal do crime” em Parauapebas expõem um cenário de barbárie que chocou a região sudeste do Pará. O caso, ocorrido em 4 de março deste ano, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (9), quando a Polícia Civil do Pará, com apoio da Polícia Militar do Pará, prendeu os suspeitos de envolvimento nas execuções.
A ofensiva, batizada de operação “tribunal do crime”, foi coordenada por equipes da Delegacia de Homicídios de Parauapebas, vinculada à 16ª Superintendência Regional de Carajás e à 20ª Seccional Urbana. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra três homens investigados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.
Segundo as investigações, o grupo atuava como uma espécie de “corte paralela”, impondo punições violentas às vítimas. A apuração policial identificou todos os envolvidos no crime, incluindo a participação de adolescentes. Seis menores permanecem internados no Centro de Internação de Adolescente Masculino (Ciam), em Marabá, enquanto oito adultos seguem à disposição da Justiça.
Desarticulação do “Tribunal do Crime”
De acordo com a Polícia Civil, a operação representa um duro golpe contra a atuação de facções criminosas na região de Carajás, ao desarticular um núcleo responsável por execuções e práticas típicas de organizações criminosas. As investigações continuam para aprofundar a identificação de possíveis conexões do grupo com outras atividades ilícitas.
A ação integrada entre as forças de segurança reforça uma estratégia que tem se tornado cada vez mais necessária no enfrentamento ao crime organizado no Pará: inteligência, cooperação e resposta rápida. Neste caso, o chamado “tribunal do crime” terminou, ao menos por agora, no banco dos réus.


