A subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta nesta segunda-feira (6) a tiros dentro da própria casa, em Campo Grande, em um crime que chocou a corporação e é investigado como feminicídio. O principal suspeito é o namorado da vítima, um homem de 50 anos, que foi preso após confessar o assassinato.
Segundo informações da polícia, um vizinho — também policial militar — ouviu disparos e entrou na residência, onde encontrou o suspeito armado ao lado da vítima. Inicialmente, o homem tentou sustentar a versão de que a subtenente teria tirado a própria vida, mas, diante de inconsistências e contradições, acabou admitindo o crime.
Feminicídio motivado por violência doméstica
O casal mantinha um relacionamento há cerca de um ano e vivia junto havia poucos meses. A investigação aponta que o caso se enquadra como feminicídio, crime motivado por violência doméstica ou de gênero, e está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Levantamentos também indicam que o suspeito possui antecedentes criminais, incluindo registros por violência doméstica, roubo e até envolvimento em homicídio, o que reforça a gravidade do caso e o histórico de comportamento violento.
Repercussão e investigação da morte da subtenente
A morte da subtenente gerou forte comoção entre colegas de farda e moradores da região, reacendendo o alerta para casos de violência contra mulheres, inclusive dentro de relações íntimas. O crime segue sob investigação, e a Justiça deve analisar as circunstâncias e a responsabilização do autor.

Violência doméstica dentro das Forças Armadas cresce
O feminicídio da subtenente da Polícia Militar morta em Campo Grande, expõe um padrão alarmante de violência doméstica que também atinge mulheres dentro das forças de segurança. O crime, cometido no ambiente onde a vítima deveria estar protegida, segue a mesma lógica de outros casos recentes, marcados por relações abusivas que evoluem para desfechos fatais.
A ocorrência guarda semelhanças com o assassinato da policial militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro, em São Paulo, dentro do apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Inicialmente tratado como suicídio, o caso foi reclassificado como feminicídio após inconsistências na versão apresentada pelo oficial e evidências periciais que indicaram violência e possível manipulação da cena do crime.
Assim como no caso mais recente, a morte de Gisele ocorreu dentro de uma relação íntima e sob suspeita de histórico de violência doméstica, o que reforça o perfil recorrente desse tipo de crime. A Justiça paulista chegou a tornar o oficial réu por feminicídio e fraude processual, diante de indícios de que ele teria tentado alterar elementos da cena para dificultar a investigação.


