
O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, acusado de matar a tiros a comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, já era investigado por tentativa de estupro contra outra agente da corporação. A informação foi confirmada pela própria Polícia Rodoviária Federal.
A denúncia levou à abertura de um processo administrativo disciplinar em meados de 2025, logo após o registro formal do caso. Desde então, a corporação adotou medidas internas para evitar o contato entre os dois servidores no ambiente de trabalho. A apuração avançava e poderia resultar na demissão do policial. No entanto, a investigação ainda estava em fase final quando ocorreu o crime.
Diego Oliveira ingressou na PRF em 2020 e atuava na delegacia de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Na madrugada de segunda-feira, 23 de março, ele invadiu a casa de Dayse Barbosa, no bairro Santo Antônio, em Vitória, no Espírito Santo, após usar uma escada para acessar a varanda do imóvel. Em seguida, arrombou a porta e disparou pelo menos três tiros contra a vítima.
Investigação e suspeitas
A perícia encontrou projéteis no local e apreendeu uma bolsa com ferramentas, como alicate e chave de corte, além de álcool, o que reforça a suspeita de planejamento do crime. As primeiras informações apontam que o policial não aceitava o fim do relacionamento. Testemunhas relataram comportamento ciumento, possessivo e controlador. Após o assassinato, o agente tirou a própria vida.
Repercussão e posicionamento oficial
A prefeitura de Vitória decretou três dias de luto oficial e destacou a trajetória profissional de Dayse Barbosa, marcada por atuação firme na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência. A Polícia Rodoviária Federal afirmou que lamenta o caso e reforçou o compromisso institucional com a proteção da vida e o combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres.


