
A trajetória deDayane Morais, de 38 anos, primeira mulher a ocupar o cargo de comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Vitória, foi interrompida de forma trágica em um crime de feminicídio ocorrido dentro da sua própria casa, em Minas Gerais, na madrugada desta segunda-feira (23). Dayane foi morta a tiros pelo ex-namorado, o policial rodoviário federal, Diego Oliveira de Souza, que não aceitava o fim do relacionamento. Ela dormia no momento do crime.
O crime chocou as forças de segurança de dois estados, uma vez que a vítima era uma figura de destaque nacional na gestão de segurança pública municipal. Além de sua atuação operacional, Dayane era formada em Pedagogia e utilizava seu conhecimento para implementar políticas de proteção e policiamento comunitário na capital capixaba, onde era respeitada por sua liderança técnica e humana.
Após matar, autor do crime tira a própria vida
O autor do crime, após alvejar Dayane, tirou a própria vida, conforme as informações preliminares da perícia criminal. A comandante estava em Minas Gerais para visitar familiares quando foi surpreendida pelo agressor,s endo morta com 5 tiros. Ela deixa duas filhas e um legado de pioneirismo, tendo quebrado barreiras em uma instituição majoritariamente masculina ao ser nomeada para o comando em 2023.
Repercussão e impacto do Feminicídio
A Prefeitura de Vitória e o Governo do Espírito Santo emitiram notas de pesar, destacando que Dayane era uma servidora exemplar e uma defensora ferrenha dos direitos das mulheres, o que torna sua morte ainda mais emblemática e dolorosa.
O caso reforça o debate sobre a violência doméstica envolvendo agentes de segurança e a necessidade de mecanismos mais rígidos de proteção, mesmo para mulheres que ocupam altos cargos na hierarquia policial.

