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19 de março de 2026
em Policial
Reading Time: 2 mins read
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O tenente-coronel Geraldo Neto, preso na quarta-feira, 18, acusado de matar a esposa Gisele Alves Santana, se descrevia como um “macho alfa” e exigia que ela fosse “fêmea beta obediente e submissa”.

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As mensagens foram reveladas pela Polícia Civil de São Paulo após a perícia no celular do oficial, expondo um padrão de humilhações e controle absoluto sobre a rotina da vítima. O conteúdo agora integra o inquérito que indiciou Geraldo por feminicídio.

“Sou Rei, Soberano”

Segundo o G1, em uma das mensagens, Geraldo tentou justificar o comportamento: “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa. Com amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa. Como toda mulher casada deve ser”.

O oficial também colocava restrições à vida social de Gisele, proibindo a policial de cumprimentar outros homens com beijos ou abraços. “Lugar de mulher é em casa cuidando do marido e não na rua caçando assunto” e completou afirmando que “rua é lugar de mulher solteira à procura de macho”.

Quando Gisele reclamou que ele havia deixado de ser “príncipe” e “cavalheiro”, o coronel reagiu: “Sou Rei, Religioso, Honesto, Trabalhador, Inteligente, Saudável, Bonito, Gostoso, Carinhoso, Romântico, Provedor, Soberano”.

“Quer liberdade? Não case!”

A investigação aponta que Geraldo vinculava o sustento da casa a obrigações sexuais: “Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”. “Se você quer ter liberdade, não fique casada”, afirmou.

Em uma resposta às exigências do marido, Gisele afirmou: “Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”. Em outro momento, ao dizer que se sentia “praticamente solteira”, o coronel respondeu de forma possessiva: “Jamais! Nunca será!”.

Desdobramentos 

O caso, inicialmente registrado como suicídio, teve uma reviravolta após laudos apontarem lesões no rosto e pescoço da vítima, compatíveis com pressão de unhas e dedos. Segundo o UOL, o oficial também é acusado de fraude processual por supostamente ter limpado a cena do crime, tomado banho e colocado a arma na mão de Gisele para simular o suicídio.

Geraldo Neto é réu e permanece detido no presídio militar. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, que pede uma indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da soldado. 

Com informações do G1 e UOL

FONTE: Diario do Pará

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