
Um crime em sequência chocou moradores de Igarapé-Miri, na região nordeste do Pará, durante a madrugada desta terça-feira (17), em meio às festividades de Carnaval realizadas no bairro Central. A ocorrência foi registrada por volta das 2h, na travessa Coronel Garcia, nas proximidades da travessa Padre Vitório, quando uma discussão terminou em morte e desencadeou um segundo homicídio minutos depois. As informações são do repórter J R Avelar.
De acordo com o registro policial, Madson do Espírito Santo desferiu um golpe de arma branca contra João Anderson Pinheiro dos Santos após um desentendimento. A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital do município, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.
Segundo homicídio e repercussão
Logo após o ataque, Madson passou a ser perseguido por familiares de João Anderson, identificados como Everton Júnior Pinheiro dos Santos, Lucas Pinheiro Mercês, Edmilson do Socorro da Cruz dos Santos e Everaldo do Socorro da Cruz dos Santos. O grupo alcançou o suspeito ainda nas imediações do evento carnavalesco e o agrediu com instrumentos perfuro-cortantes, além de agressões físicas, provocando sua morte no local.
Toda a ação foi registrada por uma pessoa que acompanhava a movimentação e gravou as imagens com um aparelho celular. Os arquivos audiovisuais passaram a circular em redes sociais e foram recolhidos para análise da Polícia Civil do Pará, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do caso.
Investigação e prisão
Em operação conjunta com a Polícia Militar do Pará, equipes realizaram diligências ininterruptas e conseguiram localizar e prender em flagrante Everaldo do Socorro da Cruz dos Santos, apontado como um dos participantes da vingança. Ele foi conduzido à delegacia, onde o caso foi formalizado sob o BOP/IP nº 00124/2026.100044-5.
As investigações continuam com o objetivo de localizar e responsabilizar os demais envolvidos na morte de Madson. A polícia reforça que informações que possam contribuir com o trabalho investigativo podem ser repassadas de forma anônima ao Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp (91) 98115-9181, com garantia de sigilo.


