Uma ocorrência de violência contra uma criança de apenas dois anos chocou moradores de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. A menina teve a palma da mão queimada com uma colher aquecida no fogão, dentro da própria casa, no bairro Cordeiros. A queimadura provocou o rompimento da pele e exigiu atendimento médico imediato.
A agressão ocorreu enquanto ela brincava e acabou “brigando” com outras crianças e, segundo a investigação, foi motivada por um suposto “castigo” aplicado pela madrasta, que estava responsável pelos pequenos naquele momento.
Na casa do casal, a mulher contou à Polícia Militar que, no dia anterior, por volta das 17h de segunda-feira, 27 de outubro, chegou em casa e ficou com as três crianças sob seus cuidados; destas, duas filhas do companheiro e uma filha dela.
O que aconteceu
No acesso as mensagens enviadas pela mulher ao pai da menina, a madrasta admite a agressão e afirma que agiu porque “é louca”.
“O homem, que estava trabalhando no momento da agressão, foi até a casa, chamou a Polícia Militar e levou a filha para atendimento médico. A mulher foi levada para a delegacia e foi liberada. Segundo o Conselho Tutelar, ela deixou o estado de Santa Catarina após o ocorrido”, relatou o jornal.
Ele contou que encerrou o relacionamento após ter acesso às mensagens e buscou ajuda para proteger a menina e o outro filho, que também relatava agressões. A mãe das crianças, que se mudou de Jaraguá do Sul para auxiliar nos cuidados, afirma que as queixas dos filhos eram antigas, mas não eram levadas a sério. O pai das crianças tem a guarda deles.
“Ele sempre falava que a titia era má, que a titia batia nele. Eu comentava com o pai, mas ele não acreditava muito. Eu conversei com o pai dele e ele falou que não sabia de nada porque, na frente dele, era um amor de pessoa. Quando ele saía para trabalhar, a gente acredita que ela maltratava porque o meu filho afirma isso. Ele falou que batia, que puxava o cabelo, que pegava o cabo de vassoura e batia na cabeça deles. Ela tinha muito ciúme dela com o pai”, relatou a mãe.
Investigação
A mulher chegou a ser conduzida à Central de Plantão Policial, mas, como não havia situação de flagrante, foi liberada. A Delegacia de Proteção à criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami) instaurou um inquérito que segue em andamento.
Informações obtidas pela reportagem da NDTV RECORD indicam que a suspeita, que era estagiária em uma escola infantil credenciada à Prefeitura de Itajaí, pediu demissão logo após o caso e deixou o estado de Santa Catarina.
Nas redes sociais, a madrasta aparece vestindo uma camiseta de formanda do curso de pedagogia.



