A Polícia Civil do Pará prendeu em flagrante uma mulher suspeita de matar o próprio marido a facadas durante a madrugada desta segunda-feira (8), no município de Salvaterra, no arquipélago do Marajó. O caso, que inicialmente poderia ser tratado como uma morte acidental, ganhou novos contornos após as investigações apontarem indícios de homicídio qualificado. A vítima foi identificada como Adonis Pedrosa de Souza, que morreu após dar entrada em estado grave no Hospital Municipal de Salvaterra com perfurações provocadas por arma branca.
Segundo informações da ocorrência policial, por volta de 0h30, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram acionadas pela unidade hospitalar após a chegada da vítima ferida. Como Adonis já não possuía condições de relatar o que havia acontecido e posteriormente morreu em decorrência dos ferimentos, os agentes iniciaram imediatamente uma série de diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.

Suspeita teria confessado crime
As equipes seguiram até a residência da vítima, localizada na 5ª Rua, região central de Salvaterra, onde constataram que a cena do crime havia sido alterada antes da chegada dos investigadores. De acordo com a polícia, o chão da residência teria sido lavado por familiares, enquanto a faca supostamente utilizada no crime foi retirada do local onde estava escondida, manipulada e posteriormente lavada. A perícia também identificou que diversas pessoas tiveram acesso ao imóvel antes da chegada das autoridades, comprometendo a preservação dos vestígios.
Apesar das alterações na cena, os policiais conseguiram apreender a arma do crime, uma faca com cabo de madeira, além de dois aparelhos celulares considerados relevantes para a investigação. A coleta de depoimentos ainda durante a madrugada foi fundamental para o esclarecimento do caso. Uma testemunha relatou ter ouvido a própria suspeita, Wiliane da Silva Lins, de 27 anos, confessar a autoria do crime ao afirmar: “Eu acabei de dar uma facada em seu irmão”.
Prisão em flagrante
Os investigadores também receberam informações de que a mulher teria sido vista tentando ocultar a arma utilizada no ataque ao lançá-la sobre o telhado da residência. Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante de Wiliane, que passou a responder pelo crime de homicídio doloso qualificado por motivo fútil ou torpe.
Durante o interrogatório, acompanhada por sua advogada, a suspeita exerceu o direito constitucional ao silêncio. Após os procedimentos legais, ela foi colocada à disposição do Poder Judiciário


