O desaparecimento e a morte de Matheus Ferreira Rocha, de 22 anos, continuam cercados de mistério mais de um mês depois. O jovem saiu para trabalhar como motociclista de aplicativo na Região Metropolitana de Belém e nunca mais voltou para casa. Dias depois, o corpo dele foi encontrado enterrado em uma cova rasa no bairro 40 Horas, em Ananindeua.
Desde então, a Polícia Civil tenta esclarecer as circunstâncias do crime, identificar os responsáveis e descobrir a motivação da execução que chocou familiares, amigos e moradores da Grande Belém.

Novos desdobramentos e a citação de “Castanho”
O caso ganhou novos desdobramentos nas últimas semanas. A mãe de Matheus, Ísis Ferreira, chegou a prestar depoimento na Divisão de Homicídios Metropolitana no dia 12 de maio. Além disso, um homem conhecido pelo apelido de “Castanho” passou a ser citado pela família durante as investigações.
Segundo relatos dos familiares, ele teria sido a única pessoa a ameaçar Matheus antes do desaparecimento. As ameaças estariam relacionadas a uma suposta dívida. No entanto, a família afirma desconhecer qualquer envolvimento do jovem com problemas financeiros ou conflitos que pudessem resultar em um crime tão violento.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a informação de que o homem citado teria sido baleado recentemente em Ananindeua e estaria internado em uma unidade de saúde. A suspeita é de que ele possa possuir informações relevantes sobre o assassinato ou até mesmo alguma ligação com o caso.
Apesar disso, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a identidade do homem mencionado nem informou se ele é tratado formalmente como suspeito no inquérito. As investigações seguem sob sigilo.

Cronologia do desaparecimento e morte
Matheus desapareceu no dia 22 de abril após sair para trabalhar. Depois de dias de buscas e mobilização nas redes sociais, o corpo do jovem foi localizado em 4 de maio por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) em uma área de mata no bairro 40 Horas, em Ananindeua.
Segundo a perícia, o cadáver apresentava pelo menos oito perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. A brutalidade do crime aumentou ainda mais a repercussão do caso e reforçou os pedidos de justiça feitos por familiares e amigos.

Investigações e o silêncio da Polícia Civil
Mesmo após mais de um mês de investigação, muitas perguntas permanecem sem respostas. Quem executou Matheus? O crime foi planejado? Houve participação de mais de uma pessoa? Qual foi a real motivação do assassinato?
Em busca dessas respostas, a reportagem do Diário do Pará procurou a Polícia Civil para obter uma atualização sobre o andamento do inquérito. Entre os questionamentos enviados estavam a fase atual das investigações, a realização de novas diligências e a possibilidade de ouvir possíveis suspeitos ou testemunhas nos próximos dias.

Em resposta, a corporação informou apenas que “as investigações sobre o caso seguem em andamento pela Delegacia de Homicídios Metropolitana”.
A Polícia Civil não detalhou quais medidas estão sendo adotadas nem informou se há suspeitos identificados até o momento. Dessa forma, o caso continua cercado de mistério.
Enquanto os investigadores seguem reunindo informações e analisando depoimentos, familiares e amigos mantêm a cobrança por respostas. Mais de um mês após o desaparecimento e a morte de Matheus Rocha, a principal pergunta continua sem solução: quem matou o jovem motociclista de aplicativo?


