
Thiago Miranda de Matos, diretor de uma unidade prisional no estado da Bahia foi preso preventivamente em Aracaju sob a suspeita de ter assassinado a própria namorada, Flávia Barros, a tiros. O crime, que está sendo tratado pelas autoridades como feminicídio, chocou a região devido ao cargo de confiança ocupado pelo investigado na estrutura da Secretaria de Administração Penitenciária. O crime ocorreu neste domingo (22), enquanto o casal, vindo da Bahia, estava hospedado na capital sergipana.
Segundo as informações colhidas durante as primeiras diligências da Polícia Civil, o suspeito teria utilizado uma arma de fogo para efetuar os disparos contra a vítima após uma discussão por motivos passionais dentro de uma residência. Testemunhas relataram ter ouvido barulhos de briga seguidos pelos estampidos, o que levou ao acionamento imediato das forças de segurança para o local da ocorrência.
Detalhes da investigação e prisão
Após o levantamento pericial na cena do crime, os investigadores identificaram indícios que ligam diretamente o diretor ao ato violento, resultando no pedido de prisão que foi prontamente acatado pelo Poder Judiciário. A vítima, que não teve o nome divulgado até o momento para preservar a família, chegou a receber socorro médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos provocados pelos projéteis.
O servidor público foi afastado de suas funções administrativas e operacionais no sistema prisional baiano e encaminhado para uma unidade de custódia especial, onde aguardará o desenrolar do processo judicial. A arma utilizada no homicídio foi apreendida e passará por exames de balística para confirmar se pertence ao acervo oficial do Estado ou se era de porte particular do investigado.
A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia emitiu uma nota oficial afirmando que não tolera desvios de conduta de seus servidores e que colabora integralmente com a Polícia Civil para a elucidação célere do caso. Paralelamente ao inquérito policial, um processo administrativo disciplinar foi aberto para apurar a conduta ética do funcionário, o que pode resultar na sua demissão definitiva do serviço público.
Próximos passos
Grupos de defesa dos direitos das mulheres na Bahia organizaram manifestações pedindo justiça e celeridade no julgamento, destacando que o fato de o agressor ser um agente da lei torna o crime ainda mais grave. As investigações agora focam em analisar o histórico de relacionamento do casal para verificar se já existiam registros prévios de violência doméstica que não foram denunciados às autoridades competentes.


