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20 de março de 2026
em Policial
Reading Time: 4 mins read
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Gravações de câmeras corporais de policiais militares revelam um comportamento autoritário, insistente e intimidatório do tenente-coronel Geraldo Neto no momento em que a equipe atendia à ocorrência que resultou na morte da soldado Gisele Alves, no dia 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. As imagens expõem um embate direto entre o cumprimento do protocolo — que exige a preservação rigorosa da cena do crime — e a postura do oficial, que, amparado pela própria patente, ignora orientações e impõe sua vontade diante dos subordinados.

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Mesmo diante das recomendações da equipe, Neto insiste em circular livremente pelo imóvel e, em um dos momentos mais críticos, afirma que iria tomar banho — “Eu vou tomar banho, irmão” —, contrariando frontalmente os procedimentos básicos de preservação de vestígios. A atitude constrange e coloca os policiais em posição delicada, evidenciando o peso da hierarquia dentro da corporação. O receio de comprometimento de provas é verbalizado pelos próprios agentes, que demonstram incômodo com a possibilidade de perda de resíduos importantes, especialmente nas mãos e no corpo do oficial.

Gisele chegou a ser socorrida, mas morreu no mesmo dia no hospital. Inicialmente tratada como possível suicídio, a ocorrência passou a ser investigada sob outra perspectiva após a análise dos registros audiovisuais e das inconsistências na conduta do tenente-coronel.

Fraude processual e autoritarismo

Neto foi preso preventivamente na quarta, 18, e se tornou réu por feminicídio — quando o crime ocorre em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher — e também por fraude processual, por supostamente alterar a cena do crime para sustentar a versão de suicídio.

A cronologia registrada no material do inquérito de posse da Corregedoria Militar e compartilhado com a Polícia Civil, feita a partir de imagens registradas pelas câmeras corporais dos primeiros policiais que chegaram à cena do crime – reforça as suspeitas e detalha, minuto a minuto, a sequência de atitudes que passaram a ser vistas como decisivas para a investigação. Às 9h07, Neto aparece sentado, sem camisa, e se levanta com a chegada do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, conhecido do oficial. Ele tenta acessar o apartamento, mas é impedido pelos policiais, que informam que o local está preservado para perícia.

Às 9h18, o tenente-coronel comunica que pretende tomar banho e trocar de roupa. Os policiais respondem de forma técnica e direta: orientam que ele vista apenas uma camisa e uma calça para seguir à delegacia, justamente para evitar qualquer alteração na cena. Ainda assim, ele ignora a recomendação e entra no banheiro, aprofundando o clima de tensão registrado nas imagens.

Durante o diálogo, um cabo questiona a versão apresentada pelo oficial, que afirma ter ouvido o disparo enquanto estava no banho. A contradição entre o relato e o comportamento naquele momento chama atenção dos investigadores. O próprio policial tenta conter a situação, reforçando a necessidade de seguir o protocolo, mas encontra resistência. A resposta do tenente-coronel é direta e carregada de autoridade: menciona seus 34 anos de serviço e reafirma que faria o que julgava adequado.

“Lavar as mãos”

Nos bastidores, os áudios captam a apreensão dos agentes de menor patente, que discutem o risco de o oficial “lavar as mãos” e comprometer exames como o residuográfico — fundamental para identificar vestígios de disparo de arma de fogo. A preocupação não era abstrata: após o banho, qualquer análise poderia ser prejudicada.

Quando Neto retorna ao corredor, já vestido, o cenário que deveria estar intacto para a perícia já havia sido alterado. O exame residuográfico realizado posteriormente não encontrou vestígios de pólvora nas mãos do oficial — um dado que, isoladamente, poderia não ser conclusivo, mas que ganha outro peso diante da sequência registrada em vídeo.

Ações Pós-Morte e Análise Forense

A cronologia do dia amplia ainda mais as dúvidas. Às 9h37, um coronel chega ao local, afasta os demais policiais e determina que apenas ele, Neto e o desembargador permaneçam, orientando que sigam ao Hospital das Clínicas. No fim da tarde, por volta das 18h, três policiais retornam ao apartamento e realizam uma limpeza que dura cerca de 50 minutos. Às 19h09, outros agentes entram novamente no imóvel, acompanhados por seguranças do condomínio, permanecendo por cerca de 40 minutos.

Já à noite, às 21h36, Neto volta ao apartamento com duas pessoas. Dez minutos depois, eles deixam o local carregando roupas. As imagens ainda registram ao menos quatro novos acessos ao imóvel, sendo o último às 22h46, consolidando uma movimentação considerada atípica para uma cena que deveria permanecer isolada.

Para os investigadores, a soma desses episódios — o banho, a circulação pelo imóvel, a resistência às orientações, a limpeza e as sucessivas entradas e saídas — não apenas fragiliza a versão de suicídio, como aponta para possível interferência deliberada na preservação de provas. O que antes poderia ser interpretado como um conflito pontual entre protocolo e hierarquia passa a ser visto, à luz das imagens e dos áudios, como uma sequência de ações que ajudaram a redefinir o rumo da investigação.

As evidências de vídeo, áudio e horários contextualizam o comportamento e a influência exercida no ambiente, materializando condutas que vão do banho à higienização do local. É esse padrão de comportamento — a insistência em permanecer na cena contra as orientações e a remoção de itens — que dá corpo à suspeita contra a versão de suicídio e redireciona o inquérito. Nas gravações, a quebra de protocolo deixa de ser uma suposição e se transforma em prova material passível de análise.

FONTE: Diario do Pará

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