Castanhal e Pará – Policiais civis da cidade de Castanhal, região do nordeste paraense, prenderam, em Ananindeua, região metropolitana de Belém, um trio suspeito de integrar uma associação criminosa especializada em cometer crimes patrimoniais contra pessoas idosas e vulneráveis. Uma das vítimas, de 75 anos, teve o prejuízo de aproximadamente 80 mil reais.

De acordo com as investigações, o crime teve início no dia 24 deste mês, quando a vítima foi abordada dentro de um supermercado, em Castanhal, por integrantes do grupo que utilizaram artifícios para distraí-la e, em seguida, mediante grave ameaça, obrigaram idosa a sair do estabelecimento. Na sequência, a vítima foi colocada em um veículo utilizado pelos criminosos, permanecendo com a liberdade restringida por cerca de duas horas e meia, período em que foi coagida a fornecer senhas bancárias e realizar saques e movimentações financeiras. Durante a ação criminosa, os bandidos efetuaram saques em agências bancárias, realizaram compras de alto valor, tentaram movimentações em maquininhas e ainda contrataram empréstimo em nome da vítima. Além do prejuízo patrimonial, a idosa sofreu intenso abalo emocional.
Logo que tomou conhecimento do caso, a equipe da Polícia Civil de Castanhal iniciou diligências, realizou coleta de imagens de sistemas de monitoramento, analisou movimentações bancárias e identificou o veículo utilizado pelo bando. As apurações revelaram que o grupo utilizava um carro Toyota Corolla, branco, e havia se deslocado do estado de Tocantins para o Pará, com o objetivo específico de praticar crimes. As investigações também apontaram que, mesmo após a libertação da vítima, os criminosos continuaram utilizando os cartões bancários em outros municípios, o que permitiu o avanço das diligências e o monitoramento dos suspeitos em Belém e Ananindeua. Na manhã de quinta-feira (26), no Bairro Águas Lindas, em Ananindeua, as equipes policiais localizaram três acusados, os quais foram abordados no momento em que se preparavam para deixar o estado do Pará. Com Douglas Barros Borba, Rutebram Magalhães Aguiar e Cristóvão da Costa Prazeres Júnior foram encontrados cartões bancários da vítima, dinheiro proveniente dos crimes, aparelhos celulares, roupas utilizadas na ação criminosa e maquininhas de cartão empregadas para concretizar parte das transações fraudulentas.
Segundo a Polícia Civil, as evidências reunidas até o momento indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e deslocamento interestadual para a prática de crimes patrimoniais, especialmente contra vítimas em condição de vulnerabilidade. Alguns dos envolvidos já tinham sido presos por crimes da mesma natureza, em outros estados. Douglas, Rutebram e Cristóvão foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa, extorsão, ameaça, cárcere privado e roubo majorado. O trio já está custodiado no sistema penitenciário do Pará.


