
O advogado Aluísio Veras de Almeida Neto foi preso no início da tarde desta segunda-feira, 16, em um motel de Rio Branco, capital do Acre, suspeito de estuprar e manter um jovem de 18 anos em cárcere privado.
A Polícia Militar foi acionada pela própria vítima, um rapaz natural do Peru, que inicialmente relatou ter sido roubado. Ao chegar ao estabelecimento, os policiais encontraram a porta do quarto aberta, mas perceberam que o banheiro estava trancado.
Dentro do cômodo, estavam o advogado e o jovem, que foi localizado chorando dentro do box. Segundo o delegado Samuel Mendes, a equipe precisou arrombar a porta após tentativas frustradas de negociação.
O rapaz relatou que havia marcado o encontro com o advogado por meio de um aplicativo, com a proposta inicial de consumirem bebidas alcoólicas. No entanto, conforme o depoimento, o suspeito teria passado a acariciá-lo nas partes íntimas e tentado manter relações sexuais, mesmo após negativa.
A vítima afirmou ainda que foi ameaçada, pois o advogado teria dito possuir familiares ligados a organização criminosa e que poderia “acabar com a vida” dele.
O jovem também contou que ficou ainda mais assustado ao perceber que o suspeito utilizava tornozeleira eletrônica e estava com uma garrafa de vidro nas mãos.
Temendo pela própria integridade, correu para o banheiro tentando se proteger, mas o advogado teria forçado a entrada e trancado a porta, mantendo ambos no local até a chegada da polícia.
A PM relatou que o suspeito respondia aos questionamentos enquanto o jovem permanecia em estado de abalo emocional. Aluísio apresentava lesões na boca e alegou que os ferimentos foram causados acidentalmente após uma refeição.
Ele foi conduzido à Delegacia Central de Flagrantes (Defla). A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC) informou que não irá se manifestar sobre o caso. O advogado possui registro regular na OAB desde 2015, responde a um processo por homicídio e faz uso de tornozeleira eletrônica.
A Polícia Civil informou que irá apurar a vida pregressa do suspeito, a origem da medida cautelar e se há relação entre o processo anterior e a conduta investigada neste caso.


