
O cantor Flávio Miranda da Silva, conhecido por integrar a banda Batidão e por ter sido casado com a cantora Manu Batidão, foi preso nesta terça-feira, 10, em Belém, durante a segunda fase da operação “Último Boleto”. A ação é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Pará, em cooperação com a Polícia Civil de Goiás, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízos a uma empresa sediada no município de Rio Verde (GO).
A operação foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCCEP), vinculada à Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais (CORE) e da Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará.
Durante a ofensiva, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva contra investigados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informático e uso de documento falso.
Aparelhos telefônicos foram apreendidos e serão periciados para auxiliar na elucidação dos fatos. As investigações tiveram início em junho de 2023, após a identificação de um esquema sofisticado de fraude bancária baseado na adulteração de boletos para desvio de valores empresariais.
Posteriormente, Dayse Santana atual vocalista da banda batidão e namorada de Flávio, apareceu em um vídeo do perfil Ver O Peso da Cultura paraense explicando que o companheiro dela na verdade teria sido detido para prestar depoimento, após sua conta bancária ser utilizada por terceiros. Confira o vídeo:
Em story no Instagram, Dayse postou hoje, 11, há algumas horas, “textão” em tom de intimidação para quem estaria expondo a situação de Flávio.
“A exposição indevida de informações sigilosas – seja por meio de redes sociais, entrevistas, prints de documentos ou qualquer outro meio – pode configurar violação de sigilo, gerar responsabilização civil por danos morais e materiais e até consequências criminais, dependendo do caso. Além disso, a divulgação pode prejudicar o andamento do processo e comprometer o direito de defesa. É importante lembrar que liberdade de expressão não é absoluta. Quando há decisão judicial determinando segredo de justiça, ela deve ser respeitada. Caso haja dúvida sobre o que pode ou não ser divulgado, o caminho mais seguro é buscar orientação jurídica antes de qualquer exposição. Sem mais…”, escreveu a cantora.
Detalhes da operação “Último Boleto”
De acordo com o delegado João Amorim, titular da DECCC, o grupo acessava ilegalmente e-mails corporativos, interceptava comunicações internas e alterava dados de pagamento, além de utilizar documentação falsa para abrir contas bancárias em nome de pessoas jurídicas, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.
A primeira fase da operação ocorreu em outubro de 2025, em Belém, quando foram apreendidos equipamentos eletrônicos utilizados para disseminação automatizada de boletos fraudulentos, além de dispositivos digitais, dinheiro e um veículo de luxo.
A perícia apontou alto grau de organização e sofisticação do sistema criminoso. Um dos mandados foi cumprido em Santa Izabel do Pará, onde o investigado já se encontra custodiado na Central de Custódia Provisória do município. Outros dois alvos de prisão não foram localizados e seguem sendo procurados pelas autoridades.


