
O assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, revelou um bastidor de violência e perseguição sistemática dentro do condomínio Amethist Tower, em Caldas Novas, local do crime.
O crime, confessado pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, foi o ápice de um conflito que se arrastava há mais de um ano. Até o dia do crime, o caso tem registro de multa, notificação, ameaças e processos. Veja abaixo.
Novembro de 2024: O início
A origem da crise ocorreu quando Daiane, que gerenciava locações dentro do prédio, alugou uma unidade para nove pessoas, excedendo o limite. O episódio gerou um desentendimento direto com o síndico e deu início a uma série de perseguições.
Janeiro de 2025: A polêmica da “marcenaria”
Segundo o UOL, o condomínio enviou uma notificação à mãe de Daiane alegando que o apartamento funcionava como uma marcenaria ilegal. A administração exigiu a retirada de máquinas e materiais em 72 horas. Daiane negou a acusação, afirmando que apenas realizava a montagem eventual de móveis próprios.
Abril de 2025: Invasão de domicílio e polícia
Em 30 de abril, a corretora registrou um boletim de ocorrência contra Cléber por violação de domicílio. Ela descobriu que o síndico entrou em seu apartamento sem autorização. Ainda segundo o UOL, o síndico confirmou a invasão, justificando que precisava produzir provas em vídeo da suposta marcenaria.
Maio de 2025: Sabotagem
A briga escalou para a sabotagem da infraestrutura das unidades gerenciadas pela corretora. Daiane acusou o síndico de desligar a energia elétrica, a água, o gás e até a internet dos apartamentos.
Os episódios resultaram na denúncia pelo Ministério Público, acusando o síndico do crime de stalking, a perseguição reiterada contra a vítima. A denúncia foi protocolada após o desaparecimento.
No total, o conflito gerou 12 processos protocolados na Justiça contra o síndico, nas áreas Cível e Criminal.
Agosto de 2025: Votação para expulsão
Cléber convocou uma assembleia para expulsar Daiane, apresentando 19 acusações, incluindo ameaças a funcionários e uso indevido de áreas comuns. A maioria dos moradores (52 votos) votou pela saída dela em 12 horas. No entanto, a Justiça suspendeu a decisão por irregularidades no prazo de convocação.
17 de Dezembro de 2025: O desaparecimento
Daiane sumiu após descer ao subsolo para verificar uma queda de energia. Imagens mostram a corretora conversando com o porteiro, mas há um corte de dois minutos nas gravações do subsolo. Um vídeo gravado por ela no local, mostrando que o prédio tinha luz e o seu apartamento não, nunca foi enviado a uma amiga.
Janeiro de 2026: Confissão e localização do corpo
Na madrugada de 28 de janeiro, a Polícia Civil localizou o corpo de Daiane em uma área de mata. Cléber confessou ter matado a corretora após uma discussão no subsolo, alegando ter transportado o corpo na própria picape para ocultá-lo. Câmeras de segurança desmentiram sua versão inicial de que não havia saído do prédio naquela noite.
Com informações do UOL


