
A Polícia Civil investiga se existe ligação entre dois homicídios ocorridos em menos de 24 horas no município de Barcarena, região nordeste do Pará. Na noite de quinta-feira (13), Evenilson Cordeiro Serrão, conhecido como “Erê”, foi executado. Ele seria segurança de Carlos Maia Correia, o “Papagaio” — que também acabou morto na tarde desta sexta-feira (14) em uma rua do bairro.
O duplo homicídio desta sexta foi atendido pelas viaturas 1405 e 1406 do 14º Batalhão, acionadas para verificar um possível assassinato na rua Miguel Costa, entre a rua 1º de Janeiro e a travessa Cantídio Nunes. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram dois homens caídos ao chão: Carlos Maia, o “Papagaio”, e outro ainda não identificado. Ambos foram atingidos por vários tiros.
De acordo com relatos de moradores, um terceiro suspeito fugiu em direção à mata após a ação. Informações colhidas no local apontam que Papagaio saía de casa e, ao atravessar a rua, foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma motocicleta Honda Fan. Eles desceram do veículo e dispararam diversas vezes contra a vítima.
A movimentação chamou atenção de moradores, que conseguiram deter um dos suspeitos. O segundo fugiu a pé, deixando a motocicleta para trás.
Durante o ataque, uma mulher identificada como Geysiane da Conceição Corrêa, prima de Papagaio, também foi atingida. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Wandick Gutierrez. Segundo informações preliminares, seu estado de saúde é estável.
A arma utilizada no crime não foi encontrada. Para a Polícia Civil, o caso envolve uma série de pontos obscuros, principalmente porque a morte de “Erê” — segurança de Papagaio — ocorreu na noite anterior. Os investigadores agora tentam entender se os crimes estão relacionados.
Segundo a polícia, Carlos Maia Correia era velho conhecido das autoridades, com histórico ligado ao tráfico de drogas e diversas passagens pela Justiça. Ele chegou a ser preso durante a Operação Tribus, em 2012, uma ação de grande repercussão no município.
As equipes do 14º Batalhão permaneceram no local para preservar a cena do crime até a chegada da Polícia Civil e dos peritos da Polícia Científica do Pará, núcleo de Abaetetuba, responsáveis pela análise técnica e remoção dos corpos.


