
O desaparecimento de Taysso Rodrigues da Silva, de 25 anos, terminou de forma trágica e brutal. O jovem havia saído na noite de sexta-feira (7) para comprar carne para um churrasco da família e não retornou para casa. A ausência mobilizou parentes e amigos, que passaram a procurá-lo em hospitais, delegacias e até no Instituto Médico Legal (IML) Renato Chaves — sem sucesso.
Na manhã deste sábado (8), o mistério foi desvendado de maneira chocante. Um pescador que navegava por um dos afluentes do rio Maguari, em Ananindeua, avistou o corpo de um homem preso pelos pés a uma árvore, sem a cabeça. Ao se aproximar, percebeu a gravidade da cena e acionou as autoridades.
O caso ocorreu nas proximidades da estrada do Icuí-Guajará, próximo à Copem. Familiares foram ao local e confirmaram que se tratava de Taysso Rodrigues. Policiais militares da viatura 0615, do 6º Batalhão, sob comando do sargento Santos, foram acionados e isolaram a área até a chegada da perícia criminal.
De acordo com informações preliminares, o corpo apresentava uma inscrição no peito com a palavra “X9”, feita aparentemente com uma faca. A sigla é usada em contextos criminosos para se referir a “informantes” ou “delatores”.
Investigações apontam que Taysso tinha antecedentes por tráfico de drogas, o que levanta a hipótese de um acerto de contas entre facções criminosas. A Divisão de Homicídios investiga o caso e deve analisar imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os autores.
A principal linha de investigação aponta para uma execução com características de “tribunal do crime”, prática associada a grupos criminosos que punem integrantes ou rivais sob códigos internos.
Com informações do repórter JR Avelar


