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2 de novembro de 2025
em Policial
Reading Time: 2 mins read
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Um crime cruel chocou a cidade de Xinguara, no sul do Pará. Duas mulheres foram presas em flagrante pela Polícia Civil local, subordinada à Diretoria de Polícia do Interior e à Superintendência Regional do Alto Xingu, pelo crime de infanticídio, previsto no Código Penal Brasileiro.

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O infanticídio é definido como o ato de matar o próprio filho durante ou logo após o parto, sob influência do estado puerperal — período de alterações físicas e psicológicas provocadas pelo parto que podem afetar a percepção da realidade da mãe. O artigo 123 do Código Penal trata o crime como um tipo de homicídio privilegiado, impondo pena mais branda devido às condições especiais que o caracterizam.

Detalhes do caso

Por volta das 5h deste domingo (02), a equipe de plantão da Polícia Civil de Xinguara foi acionada pela assistente social do Hospital Municipal. Ela informou que Keila Bezerra de Paula havia dado à luz ao filho em um vaso sanitário, e que a criança faleceu por afogamento.

Segundo relatos, os depoimentos de Keila eram inconsistentes: em alguns momentos, ela afirmava ter desmaiado logo após o parto; em outros, dizia ter visto a criança mexendo os pés no vaso.

Durante a ocorrência, a polícia também conduziu Larissa de Aquino Salgado, companheira de Keila, que estava presente no momento do parto, à delegacia para prestar esclarecimentos. Após a mãe receber alta médica, Keila também foi autuada em flagrante pelo crime de infanticídio.

O bebê nasceu com mais de três quilos, e a equipe do SAMU realizou fotografias do local, que foram anexadas ao Boletim de Ocorrência. Ao vistoriar a residência das acusadas, os policiais constataram que o banheiro e o quarto haviam sido limpos. Larissa confirmou que havia higienizado os locais onde havia vestígios de sangue.

Medidas legais e perícia

Diante das contradições e das evidências encontradas, a Polícia Civil deu voz de prisão às envolvidas, conduzindo-as à delegacia para a adoção das providências legais cabíveis. Ambas permanecem à disposição da Justiça.

Foi solicitada a realização de perícia no local, e o corpo do recém-nascido foi encaminhado ao Instituto Médico Legal Renato Chaves, em Marabá, para esclarecer e confirmar as circunstâncias da morte.

As informações são do repórter JR Avelar.

FONTE: Diario do Pará

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